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Para prestadores

Como montar um portefólio que vende (mesmo com poucos trabalhos)

Cinco trabalhos bem explicados valem mais que vinte imagens soltas. O que mostrar, o que esconder e o que escrever por baixo de cada peça.

19 de agosto de 20266 min de leituraTodos os artigos

A maior parte dos portefólios falha no mesmo ponto: mostra imagens sem contexto nenhum. Quem contrata não quer ver que sabes desenhar bonito. Quer perceber que já resolveste um problema parecido com o dele.

Mostra cinco, não vinte

Escolhe só trabalhos do tipo que queres receber. Se queres fazer identidades visuais para restaurantes, mostra restaurantes. Um portefólio com tudo e mais alguma coisa parece indeciso. Um portefólio focado parece especialista, e especialista cobra mais caro.

Escreve três linhas por trabalho

  • O pedido: o que o cliente precisava, em linguagem simples.
  • A decisão: o que escolheste fazer e porquê.
  • O resultado: o que entregaste e, se puderes, o que mudou.

Não tens números? Descreve o efeito com honestidade. "O menu passou a ler-se bem no telemóvel" diz mais do que ficar calado.

Ainda sem clientes? Cria os teus próprios casos

Escolhe três negócios reais da tua cidade e refaz o que farias por eles, deixando claro que é um trabalho conceptual. É honesto, mostra iniciativa e prova critério. Muitos primeiros clientes aparecem exactamente daí.

O que estraga a confiança num segundo

  • Imagens desfocadas ou capturas de ecrã com barras do navegador à vista.
  • Trabalho que não é teu, ou de equipa, sem dizeres qual foi o teu papel.
  • Textos com erros. Quem não revê o próprio portefólio, imagina a entrega.

No GIG, cada serviço tem capa, entregáveis e avaliações de quem já comprou. É o teu portefólio a trabalhar por ti mesmo quando estás offline.

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