A maior parte dos portefólios falha no mesmo ponto: mostra imagens sem contexto nenhum. Quem contrata não quer ver que sabes desenhar bonito. Quer perceber que já resolveste um problema parecido com o dele.
Mostra cinco, não vinte
Escolhe só trabalhos do tipo que queres receber. Se queres fazer identidades visuais para restaurantes, mostra restaurantes. Um portefólio com tudo e mais alguma coisa parece indeciso. Um portefólio focado parece especialista, e especialista cobra mais caro.
Escreve três linhas por trabalho
- O pedido: o que o cliente precisava, em linguagem simples.
- A decisão: o que escolheste fazer e porquê.
- O resultado: o que entregaste e, se puderes, o que mudou.
Não tens números? Descreve o efeito com honestidade. "O menu passou a ler-se bem no telemóvel" diz mais do que ficar calado.
Ainda sem clientes? Cria os teus próprios casos
Escolhe três negócios reais da tua cidade e refaz o que farias por eles, deixando claro que é um trabalho conceptual. É honesto, mostra iniciativa e prova critério. Muitos primeiros clientes aparecem exactamente daí.
O que estraga a confiança num segundo
- Imagens desfocadas ou capturas de ecrã com barras do navegador à vista.
- Trabalho que não é teu, ou de equipa, sem dizeres qual foi o teu papel.
- Textos com erros. Quem não revê o próprio portefólio, imagina a entrega.
No GIG, cada serviço tem capa, entregáveis e avaliações de quem já comprou. É o teu portefólio a trabalhar por ti mesmo quando estás offline.