Em Moçambique o dinheiro anda no telemóvel. M-Pesa e eMola resolvem quase tudo dentro do país; o cartão aparece mais em empresas e em clientes de fora. O problema raramente é o meio de pagamento. É a ordem das coisas.
Nunca comeces sem sinal
Trabalho pequeno? Pede 50% adiantado. Trabalho grande? Divide em fases, com pagamento por cada fase entregue. Assim ninguém arrisca tudo: o cliente não paga por um trabalho que não existe e tu não entregas um trabalho que ninguém pagou.
Deixa rasto de cada pagamento
- Guarda o comprovativo de cada transferência, com data e valor.
- Confirma por escrito o que aquele pagamento cobre.
- Não aceites "pago quando vender". Isso é sociedade, não é serviço.
Quando o cliente atrasa o pagamento
Pausa a entrega, não a relação. Uma mensagem directa resolve a maioria dos casos: o que foi combinado, o que está pendente, quando retomas. Ameaças não resolvem nada.
A diferença de trabalhar dentro de uma plataforma
No GIG o pagamento fica preso à encomenda e só é libertado quando a entrega é confirmada, seja por M-Pesa, eMola ou cartão. Se algo correr mal, existe um processo de reclamação em vez de uma discussão privada sem ninguém a arbitrar.